segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sunset

No passado dia 12 de Outubro, desci a University Street e deparei-me com esta beleza extraordinária, a 1 minuto de bicicleta da minha residência:

Reportagem Fotográfica #2 - New York Trip

Empire State Building
(visto do topo do Rockfeller Centre)

Central Park
(visto do topo do Rockfeller Centre)

Yves, Ann-Sophie, Sofie, Catarina, Mathilde, Vincent & Kristien na proa do barco
(cruzeiro que fizémos pelo Rio Hudson)

Vista da cidade I

Times Square

Vasco, Kristien, Catarina & Yves @ Times Square

Christine & Catarina @ Times Square

Brooklyn Bridge

Vista da cidade II

Vista da cidade III

Catarina, Kristien, Ann-Sophie, Sofie, Martina & Mathilde @ Wall Street

domingo, 17 de outubro de 2010

As três...

Maçãs. Todas merecem o nome com letra grande. Já alguma vez repararam que há três Maçãs famosas nesta vida?! No meu caso, só me dei conta desse facto no passado fim-de-semana de 9 e 10 de Outubro em que interagi com cada uma delas.
Todos nós conhecemos, nem que seja só por fotografias, a espectacular, grandiosa, central de tanta coisa, cidade de Nova Iorque, mais conhecida como a Big Apple. É uma experiência fantástica sentir e saborear esta Maçã Grande. Durante dois dias e inserida num grupo de cerca de 40 estudantes de Queen's tive a oportunidade de o fazer.
É também conhecida por todos nós outra Maçã. Sempre com uma dentada. Aparece em filmes, em séries, em computadores, telemóveis, leitores de música, etc. ... é ela a Maçã da famosíssima marca Apple. Na Big Apple lá estava, grande, atraente, convidativa, loja Apple. Outra experiência forte. Tive a possibilidade de experimentar todas a suas tecnologias e de presenciar o entusiamo de todos os que por lá passam. É fantástico o 'poder' da marca, ou melhor, da 'Maçã'.
Muitos podem nunca ter interagido fisicamente com estas duas últimas Maçãs, mas com certeza com a próxima já contactaram. A verdadeira Maçã, a fruta, é também famosa. Caso não saibam, é a fruta mais consumida em todo o mundo. Nas duas manhãs que acordei em New Jersey (onde era o nosso hotel), lá estava ela, a reluzente e chamativa Maçã do pequeno-almoço.
Qual das três a mais famosa, eis a questão.

Thanksgiving

No passado dia 11 de Outubro tive o prazer de experienciar o Thanksgiving Day (Dia de Acção de Graças). Até então, só em séries americanas tinha ouvido falar de tal festa. Não é uma festa religiosa nos dias que correm, apesar da sua origem estar ligada à religião. Não é mais importante que o Natal. No entanto, é a festa que TODOS os americanos e canadianos celebram (em dias diferentes do ano). Kingston, uma cidade universitária, fica vazia. As famílias reunem-se, comem, sem falta, perú, e, principalmente, agradecem. Mas o quê? Basicamente... tudo. Todos os dias agradecemos algo, ou mesmo muitos 'algos', o que muitas vezes pode banalizar o sentido da palavra, ou mesmo expressão, 'obrigado'. Por tradição histórica e, talvez, também para 'corrigir' esta última questão, americanos e canadianos dedicam um dia do seu ano ao agradecimento.
Serve este post também para agradecer todas as palavras de força.
Um muito obrigado sentido =)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bu

Ando há dias a pensar que gostaria de escrever sobre uma professora minha da universidade de Queen’s. Só ontem, depois de um encontro ocasional, juntei factos suficientes que compuséssem uma história.
‘Nailin’ é o seu primeiro nome. Estatura média. Cabelo castanho escuro, escorrido, pelos ombros. Franja ligeiramente acima das sobrancelhas. Elegantíssima, sempre. Natural da China, esta senhora tem-me inspirado bastante. Não há aula que passe sem que sor(ria). É a pessoa mais genuinamente engraçada que eu já conheci. ‘Bu’ é o seu último nome.
Uma aluna perguntou uma vez qualquer coisa sobre o Brunei (o país). Ao que a senhora respondeu: “I don´t know much about Brunei.” “In fact, I have a mental block about Brunei.”
Outra vez, a propósito de uma Guerra algures na Ásia: “If that war had happened I should be dead by now.”
É difícil transpor as situações para o ‘papel’ e, mais ainda, transmitir a sua Graça.
Ontem, já no final de um convívio na ‘minha’ cozinha, conversava animadamente com duas raparigas singapurenses. Descobrimos que as duas estavam a fazer uma mesma disciplina que eu mas outra sessão: Doing Business in the Asia-Pacific RIM. Partilhei com as duas o mesmo que acima descrevi. Depois da minha intervenção, uma delas disse: “Well, I think she is a little bit biased ('enviesada') in some things she says in class.” Pedi-lhe que me explicasse porquê. E ela explicou-me. Não era péssimo. Mas também não era bom. E também não me fez mudar de opinião relativamente à senhora. Conversámos sobre isso. No fim disse-lhe: “Why don’t you tell the professor what you just told me?” Ela respondeu-me: “I already did it!” Eu disse e pensei, respectivamente: “That’s GREAT!” “Oxalá todo o que ‘aponte’, que ‘avise’.”

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Só sorte?!

Duas semanas depois da chegada recebo... uma bicicleta!
Obrigada Kevin!

Três semanas depois da chegada recebo... a feliz notícia de que tenho um novo quarto à minha espera na residência mais in e mais perto da minha Faculdade (1 minuto a pé)!
Obrigada Micheline!

Um dia antes de me mudar para o meu novo quarto recebo... um frigorífico!
Obrigada Connie!

Só sorte?!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Reportagem Fotográfica #1 - CCO Queen's Fall Retreat


Wolfe island
(A chegada à ilha)
Sacred Heart Church
(Onde assistimos às missas e tivémos todas as sessões do retiro)

Palavras para quê?!

Mesa da cabana onde fiquei a dormir com vista para o Lago Ontário
(Na margem oposta avistam-se os Estados Unidos - Estado de Nova Iorque)

Paraíso Canadiano
(À esquerda, a minha cabana por duas noites)

Alguma vez viram uma ovelha com pêlo literalmente encaracolado?! ...Eu já!

Corn Maze Farm
(Vista de um caminho antes de entrar no labirinto propriamente dito)

Corn Maze Farm
(Mais uma vista de uma parte da quinta)

My team: Catarina, Annie, Teresa & Katie

A jogar Bounce
(Jogo muito divertido com uma bola de futebol americano: nós vs. bola)

Campo eólico
(Nesta terra é o que não falta)

Kingston
(O regresso)

Labirinto

Quem não se lembra de fazer a lápis ou caneta os labirintos nas revistas?! Pois bem, Sábado à tarde, 25 de Setembro, fiz um. Mas não com lápis e caneta. A pé. São muito populares aqui no Canadá e chamam-se Corn Maze (Labirinto de Milho).
Estávamos divididos por equipas de 3 ou 4 pessoas. A minha ficou em último e demorou cerca de duas horas a chegar à saída!

Godincidence

No passado fim-de-semana, de Sexta à noite, dia 24 de Setembro, até Domingo à tarde, dia 26, tive o privilégio de estar presente na Wolfe Island, no meio do lago Ontário, a 20 minutos de ferry de Kingston, no CCO's Queen's Fall Retreat 2010. Retiro espiritual Católico para estudantes da universidade de Queen's. Éramos 27: 9 canadianos staff, 16 canadianos participantes, 1 padre de origem indiana mas nascido no Canadá (de apelido "de Souza") e eu, Catarina, portuguesa. Que experiência fantástica. Oração. Acolhimento. Alegria. Inspiração. Divertimento. Amizade.
O mote/tema para o retiro foi a seguinte passagem:
"Let us hold fast to the confession of our hope without wavering, for He who has promised is trustworthy" - Hebrews 10:23.
O programa foi composto por 5 sessões divididas pelos 3 dias, cada uma delas apresentada por um guest speaker diferente. Cada uma destas sessões tinha como tema uma parte da passagem acima escrita. Missa Sábado e Domingo. Sábado, a tarde foi livre.

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Sexta-feira foi um dia cheio. Dia de muitas emoções. Pessoas novas. Muita oração. Numa língua diferente. Um verdadeiro desafio. Muita partilha. Histórias transatlânticas. Músicas, danças, fogo de artifício caseiro, fogueira, violas. Acabei a noite a falar de Nossa Senhora de Fátima, da sua história e do local, às minhas 'colegas' de cabana (espécie de bungalow onde dormíamos): Annie, Natalie & Theresa.
Sábado de manhã, acabada a segunda sessão do retiro dirigi-me, sem rumo, para a porta da Igreja. Era tempo de oração. E eu queria fazê-la no exterior. Senti uma enorme tentação de não saír, de ficar dentro. Olhei à volta. Avistei Nossa Senhora ao longe. De onde estava apenas conseguia ver o seu manto. Sem hesitar, dirigi-me em direcção à grande estátua ao fundo da Igreja . "É ali que quero parar. Pensar. Reflectir. Rezar." Cheguei ao local. Ali, à minha frente, naquela Igreja numa pequena ilha nos confins do Canadá, Nossa Senhora de Fátima e os 3 Pastorinhos. Coincidence? Ou, como disse a Annie no dia anterior, "Godincidence?"

I'm confused...

Se os Ferries não tivessem mudado de cor acharia que estava em pleno Sado a caminho de Tróia...

Ferry grátis: Kingston - Wolfe Island (20 minutos de travessia)

Ir ao âmago da questão, às vezes, é preciso

“…até os portugueses aderem à moda” foi um facto já divulgado por mim, anteriormente, a propósito da marca Queen’s. Eu, claro, que adoro estas coisas, sou a adepta número um.
No passado dia 18 de Setembro fui à loja Tricolour situada no John Deutsch University Centre, mesmo ao lado da Stauffer Library, por sua vez mesmo ao lado do edíficio onde tenho a maior parte das minhas aulas, o Goodes Hall (estes são 3 dos 83 edifícios que constituem esta universidade, considerada por muitos canadianos, uma universidade de tamanho médio). Comprei, por um preço bastante acessível, quando comparado com os standards da zona, umas calças cinzentas, fato-de-treino, Queen’s. Que, não por acaso, fazem pandan com a camisola Queen’s que adquiri logo nos primeiros dias.
No mesmo dia 18, no meu quarto, aquando da arrumação das ditas calças, descobri um pequeno buraco. Já tinha tirado a etiqueta. "Mas não faz mal. Levo o recibo e a etiqueta na mão e eles trocam, obviamente."
Dia 18 era Sexta-feira. Dia 21, Segunda, só começava aulas quando a loja já estava fechada. Foi, portanto, na Terça-feira, dia 22, que regressei à loja Tricolour. “Good morning! I would like to return these trousers because they have a little hole.” A rapariga, trabalhadora-estudante, retribuiu-me o cumprimento e pediu-me que esperasse pois ía chamar a pessoa responsável pelas devoluções. Cinco segundos e lá estava, à minha frente, outra rapariga. Baixa, com o cabelo apanhado, castanho escuro e olhos muito verdes. “Hello! What can I do for you?” Voltei a explicar-lhe que as calças tinham um buraco e que, por isso, as queria devolver. “I’m sorry, but we cannot accept the trousers back in this situation.” Explicou-me então que só aceitariam a devolução se eu tivesse lá ido no próprio dia da compra pois nos dias seguintes seria difícil perceber se fora o cliente ou não a provocar o dano. Muito calmamente, eu, contei-lhe toda a história. Era Sexta-feira à tarde quando fiz a compra. À noite, a arrumar, encontrei o defeito. Pôs-se o fim-de-semana. Segunda só tive aulas à tarde/ noite. E ali estava eu, Terça-feira de manhã. "Não". Foi novamente a resposta dela. “Nada posso fazer nada quanto à sua situação. Faz parte da nossa política.” “Percebo perfeitamente que não possa aceitar a devolução nestas condições, até porque não será com certeza a senhora a definir este tipo de procedimentos.” Disse-lhe eu. “Well, exactly. Thanks for understanding.” Mas eu não tinha acabado. Foi então que, olhando-a fixamente nos olhos, lhe disse: “But, I shall tell you, one of the most important things in Business is to trust our clients because they are our most valuable asset.” Tiro-e-queda. Sem nada dizer, a rapariga pegou noutras calças, iguais às minhas, do mesmo tamanho e côr, sem defeitos, e entregou-mas. Impressionante. Os simples factos da história, a forma, habitualmente, convencional de se fazer/ dizer as coisas, não funcionou. Foi preciso ir ao âmago da questão. Só assim a rapariga percebeu a verdadeira importância do acto da troca e, principalmente, da confiança no cliente. Só o cliente satisfeito regressa. E eu, regressei.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Partilha rápida

Descobri que, na minha turma de Doing Business in the Asia-Pacific RIM, existe uma aluna, a quem desconheço a cara até ao momento, que se chama Christ-Inn Hua. Interessante. Devo dizer que me deixou a pensar. Duplo sentido?

Estudar e trabalhar, ao mesmo tempo

Segundas e Quartas-feiras são, para mim, dias cansativos. São oito da noite e ainda me espera mais uma hora e meia de aula. Não fosse estar num campus universitário, melhor, no campus universitário de Queen’s, o meu entusiasmo seria quase nulo. Depois de uma intensa aula de Marketing Ethics and Social Responsability a discutir o facto da Vitaminwaters, na verdade, ser tudo menos uma bebida saudável e vitaminada o suficiente para ser chamada de Vitamin, segui para o pub mais in do campus, o Queen’s Pub. Dentro de um dos edifícios da universidade, parece tudo menos atractivo até efectivamente se entrar no estabelecimento. Dois seguranças à porta, como não poderia deixar de ser, pedem o Identity & Student Card. Muito compenetrada na sua função e aparentemente curiosa, a senhora jovem segurança, que na verdade é uma aluna da universidade no seu emprego de part-time, pergunta ao colega se conhece aquele antiquado, grande, moldável e amarelo torrado documento. Não conhece. “Is this a substitute?” Pergunta-me ela. “No, It’s the old portuguese Identity Card.” “Ah, ok, so there is one like a card, more advanced, right?” “Yes, yes, it looks like this.” E mostro o do Ricardo, outro dos portugueses aqui a estudar. Enfim, mais uma dos muitos canadianos que ficam alongados segundos a contemplar o nosso antigo BI, que eu, animadamente, continuo a transportar. Ambiente cheio, alegre, divertido, em tons de castanho e amarelo. Uma mesa de snooker à esquerda, mesas altas com cadeiras altas, mesas baixas com cadeiras baixas, dois plasmas, um bar a quase todo o comprimento. Vários empregados. Muito sorridentes e simpáticos. Bastante novinhos. Na verdade, são novamente alunos desta universidade. Curiosamente, em todos os estabelecimentos comerciais que pertencem à universidade Queen’s, os trabalhadores e até mesmo gerentes, sub-gerentes e ectetras, são todos alunos. Ser trabalhador-estudante em Queen’s é habitual. 'Forma', rende monetariamente, obriga a organizar melhor o tempo o que, supostamente, torna os alunos mais eficientes e, se for no Queen’s Pub, é super divertido.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Metro

Não. Ao contrário do que possam pensar, não vos vou falar do metro. Na verdade, até vou. Mas não desse metro que estão a pensar. Nesta cidadezinha amorosa, junto ao lake Ontario, existe uma rede de tranportes públicos bastante limitada. Somente autocarros e táxis. Autocarros são cerca de 12. A partir das onze e meia da noite recolhem. Táxis são aos milhares. À noite, são monopolistas. Mas então, porquê o título deste post?! Pois bem, nesta cidadezinha amorosa, mais uma vez, encontra-se o supermercado mais caro de todo o Canadá. Note-se que o Canadá é o segundo país maior do mundo. Precede-lhe a Rússia e segue-se-lhe a China. De seu nome Metro, este supermercado, situado no centro da cidade, na zona mais comercial, mais turística e mais atractiva, está aberto vinte e quatro horas por dia. É um edifício amplo, rectangular e que sobressai pelo seu colorido. As prateleiras estão recheadas com todo o tipo de produtos das mais variadas marcas. Cada uma, de diferentes e criativas formas, a tentar chamar pela nossa atenção. Foi lá, infelizmente, que fiz as minhas primeiras compras para a ‘casa’. Porque caro é subjectivo, partilho: “Club House Oregano” por 5€. “Buffalo Mozzarella” por 7€. Já estou a chorar. Mais não digo para não cair a lágrima. Um conselho: se um dia vierem ao Canadá, e principalmente a Kingston, nunca queiram encontrar o Metro.

sábado, 18 de setembro de 2010

Apresento-vos a minha nova universidade...

Reflexão depois de tantas coincidências (ou não)

Felizmente durante estes meus quase 23 anos de existência já tive a sorte de, por diversas vezes, passar longas temporadas no estrangeiro. Mais uma vez revivo aquilo que sempre sinto: que pequena que sou neste mundo. Este é, de facto, um sentimento menos frequente na minha cidade natal. Aqui no Canadá, mais uma vez, consciencializo-me do quão minúscula sou e isso, às vezes, mete medo. No entanto, dias como o de 15 de Setembro de 2010 vêm tranquilizar-me. “És pequena Catarina. Mas o mundo também é pequeno.”

(Não) há coincidências?!

15 de Setembro, dia de rali bares. Mais um evento organizado para os estudantes internacionais como eu. 4 bares e 3 bebidas grátis. No primeiro bar encontro umas amigas indianas que estavam com outras com quem comecei a conversar. Passados uns minutos conversava conversava só com uma delas e afastámo-nos um pouco para nos ouvirmos mutuamente dado o burburinho à volta. No fim da intensa conversa perguntei cordialmente: “How old are you?” “I’ll turn 22 next month.” “When exactly?” “October 19th.” Fiquei perplexa. Fazemos anos no mesmo dia. Que coincidência (ou não) engraçada. No terceiro bar foram-me apresentadas duas canadianas. Comecei a conversar animadamante com uma delas. Perguntei-lhe se já tinha feito algum programa de intercâmbio. “No, I’ll go to Vienna next semester.” “To which university?” “WU!” Nada mais nada menos do que a universidade de Viena onde fiz erasmus no meu terceiro ano da licenciatura. Mais uma coincidência?! No quarto bar, ainda antes de entrar, ora 'portantos' na linha, fila, bicha, como preferirem, meti conversa com uns jovens que falavam em alemão. Contei-lhes que o meu apelido era alemão mas que eu era portuguesa. Eles disseram-me que eram austríacos e que estudavam… onde? Na WU, mais uma vez. Na altura em que lá estive eles lá estavam. Mais uma coincidência?! Ía dizer “não há duas sem três” mas já foi a terceira. Neste caso, não há três sem quatro. Depois da conversa com os austríacos comecei a conversar com duas canadianas que estavam também à espera para entrar. Perguntei-lhes de onde eram e outros etcetras e apresentei-me. Disse que era portuguesa e que vivia em Lisboa. Uma delas pulou e disse: “I just got back from Lisbon. I went to study there for a semester!” “In which university did you study?” “Católica!”. De facto, a cara dela não me era estranha. Quatro supostas coincidências num mesmo dia. Será coincidência?

Verão é Verão

Qualquer que seja a temperatura, Verão é Verão, faça sol, faça chuva. De Junho a Setembro não há menina canadiana que não saia à rua com o seu mini-calção.

Queen’s brand

Estou, ainda, perplexa, desde que cheguei, com os milhares de dólares movimentados na Queen’s University no que respeita à marca Queen’s. Kingston é uma cidade pequena, com cerca de 200.000 habitantes entre o centro e arredores. Aproximadamente 1/6 do centro da cidade poderá dizer-se que é campus universitário. Nesse campus passeiam-se os cerca de 22.000 alunos desta universidade que constituem o target da marca. Desde uma linha inteira de roupa casual com kits que não poderiam estar mais na moda, roupa de desporto, acessórios, adereços, enfeites, porta-chaves, cestos de roupa-suja, loiça, imitações SIGG variadas, autocolantes, todo o tipo de material escolar, e mais não me lembro. Tudo, sempre, com o logo Queen’s. Se fosse em Portugal será que vingava? Nas américas, onde o espírito académico atinge níveis altíssimos, até os portugueses aderem à moda.

Anúncio aos pólos Queen's

Logo

Mesmo à canadiana

Referimo-nos muitas vezes a determinadas situações como: “mesmo à americana”. Desta vez, porque estou no Canadá, ficaria mal utilizar a mesma expressão sendo que são os canadianos os actores da peça. Um facto curioso é que a situação sobre a qual vou relatar é um jogo de futebol americano. No passado Domingo, dia 12 de Setemebro, fui assistir, pela primeira vez, a um jogo de futebol americano entre universidades: Queen’s vs. Windsor, a minha universidade contra outra também canadiana situada numa cidade, como dizem eles, nearby (a cerca de 5 horas de distância by car). Chovia nesse dia, mas nada é motivo para não assistir ao desporto predilecto dos canadianos, neste caso, dos milhares de estudantes de Queen’s. O jogo foi um verdadeiro espectáculo com inúmeras actuações. Devo dizer que do jogo pouco retive já que das regras pouco percebo e outras situações chamavam pela minha atenção. Passo a enumerar: dois grupos de cheerleaders com coreografias fantásticas, uma banda de música escocesa acompanhada de vários dançarinos vestidos a rigor, trezentos árbitros vestidos de preto e branco, vários comentadores, câmaras de televisão, fotógrafos, uma assistência vestida a rigor entoando gritos, aplausos e suspiros, enfim... aqui, nunca subestimar o desporto académico!

Richardson Stadium

Catarina, Hetal e Vasco

A sorte sempre bate à porta

Fazer conversa, sempre, só traz vantagens. No estrangeiro é mais comum fazer-se conversa. Pelo menos comigo é assim. Ainda no táxi a voltar da discoteca em que fui 'barrada' resolvi pôr a conversa em dia com o motorista (este tinha sido o mesmo que me tinha trazido no dia da chegada). Perguntei-lhe pelo tempo, pelos programas que poderia fazer nesta altura do ano, pelas estâncias de neve, etc. Relativamente a este último tópico, o senhor escreveu-me na parte de trás de um cartão de visita o nome e morada de uma agência que faz bons preços. E assim foi. Paguei, saí do táxi, o táxi seguiu, fui buscar as chaves e não as encontrei. A única esperança residia naquele cartão de visita que prontamente agarrei para discar o número que aparecia em letras pretas grandes e gordas. Uma senhora atendeu, "bolas, é o número geral!". Pois é, e aqui começou a minha sorte, depois do azar. Já era dia 10. Antes de saír do táxi perguntei: “What’s your name?” “Chris.” “I am Catarina. Nice to meet you Chris!”. Fazer conversa valeu-me ter as chaves de volta no dia seguinte e o não pagamento de uma multa no valor de $125, aproximadamente 96€.
No mesmo dia mas de manhã fui tomar o pequeno-almoço à cafeteria da residência. Encontrei à entrada o senhor Kevin da limpeza. Este senhor foi-me apresentado no meu segundo dia na residência pela senhora Gina, portuguesa cuja simpatia conquistei. Estive bastante tempo à conversa com ele, tanto no dia em que o conheci como nesse dia. Falei-lhe da distância da residência para universidade e na minha intenção de comprar uma bicicleta. Pedi-lhe conselhos de locais de compra. No final, segui para o pequeno-almoço. À saída cruzei-me novamente com ele: “I think I might have a bicycle for you. Someone, last year, left one here.” No dia seguinte o senhor Kevin ofereceu-me uma bicicleta. Não há nada como fazer conversa e, acima de tudo, ser sempre simpático!

Quinta-feira 9

Ao lerem o título deste post, pela sua forma, o que vos vem à cabeça? Presumo que… Sexta-feira 13. Pois bem, dia 9 de Setembro não era sexta-feira, nem dia 13 e mesmo assim foi um dia de muitos azares. Numa casa privada algures no centro de Kingston encontrava-me eu e mais uns cento e quantos estudantes de Commerce (assim o dizem, em vez de Business, vá-se lá saber porquê) numa festa propositadamente organizada para introduzir os estudantes internacionais do programa de intercâmbio. Ofereciam cerveja e uma bebida apelidada de Purple Jesus, um líquido roxo com um sabor entre a groselha e o maracujá. Se era bom?! Não percebi bem, mas bebia-se. O primeiro azar começou depois dessa festa. No caminho para a discoteca, um percurso de cerca de 5 minutos a pé levou 45: enganámo-nos no caminho. O que seria uma palmadinha nos meus pés assentes num salto tornou-se numa tareia. Segundo azar, cheguei à discoteca e não tinha BI. "Não tem identificação não entra e não há cá excepções." Aqui no Canadá menor de 19 não entra em estabelecimentos de diversão nocturna. Sozinha, apanhei um táxi para a residência. Paguei, saí do táxi, o táxi seguiu, fui buscar as chaves à carteira e... terceiro azar, as chaves ficaram no táxi. Que noite. Ainda acreditam na "Sexta-feira 13?"

Frosh Week

Se virem passar na rua uns indivíduos roxos, de cabelo em pé com diferentes formatos e com cores variadas, saia tipo escocesa por baixo do joelho e bota tropa, não se admirem. São os alunos do primeiro ano de engenharia da Queen’s University. Se virem na rua vários indivíduos com fato macaco azul salpicado de tintas às cores, são os alunos de artes. E assim sucessivamente. A semana das praxes, frosh week se preferirem, é preparada ao pormenor e envolve uma grandiosa logística.

Praxes num jardim da cidade

A simpatia, às vezes, tem que ser conquistada

Terça-feira, 7 de Setembro, 4 da manhã, acordo - Jet Lag. Lá me esforcei e voltei a adormecer. 11 da manhã desço para o refeitório da residência, aqui chamado de cafeteria. Uma senhora de avental e touca atende-me. De seu nome Gina pergunta-me o que desejo tomar. Olhei para um queque com óptimo aspecto e perguntei: “What does this cake have?”, ao que a senhora, muito antipaticamente, responde: “That’s not a cake, that’s a muffin.” Normalmente, quando me deparo com pessoas antipáticas faço o contrário delas, sou exageradamente simpática. Naquele dia não foi excepção até porque estando 4 meses nesta residência há-que criar bons contactos. Comecei por lhe contar a minha chegada, o que estava aqui a fazer e de onde era…e diz-me ela: “Ah, não posso, eu também sou portuguesa”. Uma transformação aconteceu então, a senhora Gina passou a transbordar simpatia. É por isso que digo, a simpatia, às vezes, tem que ser conquistada. E isso não é necessariamente mau. Portanto, não desistir à primeira!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jean Royce Hall

O título deste post é o nome da minha residência. Um edifício grande a cerca de 20 minutos a pé da universidade, em tons de amarelo e encarnado, não muito bonito e dividido por casas dentro de uma outra maior. Cheguei de táxi por volta das duas da manhã ao meu futuro quarto inserido na Angus House: uma das casitas da residência, com três andares, uma cozinha e sala-de-estar em cada andar e um laundry room. Com uma janela virada para a porta principal da residência, uma cama single confortável, uma secretária, um pequeno armário e duas cómodas, uma com gavetas e prateleiras e outra só com prateleiras estava-me apresentado o meu novo quarto. Bastante bom. Mas, como seria de esperar da minha pessoa, precisaria de umas pequenas mudanças. (Para quem não sabe, o meu quarto de Lisboa sofre mudanças drásticas pelo menos duas vezes por ano sempre com a mesma mobília. Acho que a última foi de vez.)

Uma das entradas para a residência

(a terceira linha de janelas à direita é da minha sala e cozinha)

Até à chegada

Depois de um verão atarefado em que foram dominantes 3 experiências fortes: 1 mês em Moçambique, 1 campo de férias de Carrações e 1 campo de férias de Sairef, viajei rumo ao Canadá onde vou passar os próximos 4 meses. 7h30 era a hora do meu primeiro voo até Madrid onde apanharia o meu segundo voo até Toronto pelas 13h30. Com uma hora de atraso este último partiu sem grandes turbulências e oito horas e meia depois estava a aterrar em Toronto, a cidade que muitos, erradamente, pensam ser a capital do Canadá. O próximo passo seria apanhar o comboio até Kingston, o meu destino final. No balcão de informações uma senhora, aparentente com os seus trinta e tal anos, loira e serena, informou-me sobre os preços do autocarro que iria levar o Vasco (um rapaz português muito simpático que chegou exactamente no mesmo dia, por volta da mesma hora, que fez escala em Madrid mas que não veio no mesmo avião que eu e que vai também estudar durante este semestre na cidade de Kingston) e eu até ao centro da cidade de Toronto onde iríamos apanhar o comboio até à nova casa. Durante a conversa com a senhora ela foi tornando-se cada vez mais simpática com propostas de preços cada vez melhores até que no final me acompanhou até à paragem do autocarro e ainda me fez um elogio à minha cor de pele (altura em que ainda tinha alguma cor…). A primeira impressão dos canadianos foi, portanto, muito boa. Chegados à estação dos comboios descobrimos que o próximo só partiria 4 horas depois. Apesar de muito cansados, sem qualquer hesitação, pensámos no lado positivo da situação: “No centro de Toronto, com 4 horas de espera, porque não subir a uma das maiores torres do mundo, a CN Tower, e admirar a cidade ao final do dia?”

Uma das vistas da CN Tower

O porquê do blog

Se não escrever será que mais tarde me lembro? Talvez sim, mas apenas memórias pouco concretas, sentimentos e emoções gerais e dominantes. Decidi, portanto, ir compilando pequenas histórias que não quero esquecer e que possam ser partilhadas até porque, como alguém disse no passado, “a felicidade só é verdadeira quando partilhada”.

O nome

Não estou em Portugal. De inícios de Setembro até finais de Dezembro de 2010 estarei na América do Norte, mais concretamente, no Canadá: +CA__N_ADA+ NA_ +AMÉRICA_+. De finais de Dezembro de 2010 até finais de Janeiro de 2011 andarei de mochila pela América do Sul: +CAMINHADA+ NAS +AMÉRICAS+. Enjoy!