sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Partilha rápida

Descobri que, na minha turma de Doing Business in the Asia-Pacific RIM, existe uma aluna, a quem desconheço a cara até ao momento, que se chama Christ-Inn Hua. Interessante. Devo dizer que me deixou a pensar. Duplo sentido?

Estudar e trabalhar, ao mesmo tempo

Segundas e Quartas-feiras são, para mim, dias cansativos. São oito da noite e ainda me espera mais uma hora e meia de aula. Não fosse estar num campus universitário, melhor, no campus universitário de Queen’s, o meu entusiasmo seria quase nulo. Depois de uma intensa aula de Marketing Ethics and Social Responsability a discutir o facto da Vitaminwaters, na verdade, ser tudo menos uma bebida saudável e vitaminada o suficiente para ser chamada de Vitamin, segui para o pub mais in do campus, o Queen’s Pub. Dentro de um dos edifícios da universidade, parece tudo menos atractivo até efectivamente se entrar no estabelecimento. Dois seguranças à porta, como não poderia deixar de ser, pedem o Identity & Student Card. Muito compenetrada na sua função e aparentemente curiosa, a senhora jovem segurança, que na verdade é uma aluna da universidade no seu emprego de part-time, pergunta ao colega se conhece aquele antiquado, grande, moldável e amarelo torrado documento. Não conhece. “Is this a substitute?” Pergunta-me ela. “No, It’s the old portuguese Identity Card.” “Ah, ok, so there is one like a card, more advanced, right?” “Yes, yes, it looks like this.” E mostro o do Ricardo, outro dos portugueses aqui a estudar. Enfim, mais uma dos muitos canadianos que ficam alongados segundos a contemplar o nosso antigo BI, que eu, animadamente, continuo a transportar. Ambiente cheio, alegre, divertido, em tons de castanho e amarelo. Uma mesa de snooker à esquerda, mesas altas com cadeiras altas, mesas baixas com cadeiras baixas, dois plasmas, um bar a quase todo o comprimento. Vários empregados. Muito sorridentes e simpáticos. Bastante novinhos. Na verdade, são novamente alunos desta universidade. Curiosamente, em todos os estabelecimentos comerciais que pertencem à universidade Queen’s, os trabalhadores e até mesmo gerentes, sub-gerentes e ectetras, são todos alunos. Ser trabalhador-estudante em Queen’s é habitual. 'Forma', rende monetariamente, obriga a organizar melhor o tempo o que, supostamente, torna os alunos mais eficientes e, se for no Queen’s Pub, é super divertido.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Metro

Não. Ao contrário do que possam pensar, não vos vou falar do metro. Na verdade, até vou. Mas não desse metro que estão a pensar. Nesta cidadezinha amorosa, junto ao lake Ontario, existe uma rede de tranportes públicos bastante limitada. Somente autocarros e táxis. Autocarros são cerca de 12. A partir das onze e meia da noite recolhem. Táxis são aos milhares. À noite, são monopolistas. Mas então, porquê o título deste post?! Pois bem, nesta cidadezinha amorosa, mais uma vez, encontra-se o supermercado mais caro de todo o Canadá. Note-se que o Canadá é o segundo país maior do mundo. Precede-lhe a Rússia e segue-se-lhe a China. De seu nome Metro, este supermercado, situado no centro da cidade, na zona mais comercial, mais turística e mais atractiva, está aberto vinte e quatro horas por dia. É um edifício amplo, rectangular e que sobressai pelo seu colorido. As prateleiras estão recheadas com todo o tipo de produtos das mais variadas marcas. Cada uma, de diferentes e criativas formas, a tentar chamar pela nossa atenção. Foi lá, infelizmente, que fiz as minhas primeiras compras para a ‘casa’. Porque caro é subjectivo, partilho: “Club House Oregano” por 5€. “Buffalo Mozzarella” por 7€. Já estou a chorar. Mais não digo para não cair a lágrima. Um conselho: se um dia vierem ao Canadá, e principalmente a Kingston, nunca queiram encontrar o Metro.