Depois de um verão atarefado em que foram dominantes 3 experiências fortes: 1 mês em Moçambique, 1 campo de férias de Carrações e 1 campo de férias de Sairef, viajei rumo ao Canadá onde vou passar os próximos 4 meses. 7h30 era a hora do meu primeiro voo até Madrid onde apanharia o meu segundo voo até Toronto pelas 13h30. Com uma hora de atraso este último partiu sem grandes turbulências e oito horas e meia depois estava a aterrar em Toronto, a cidade que muitos, erradamente, pensam ser a capital do Canadá. O próximo passo seria apanhar o comboio até Kingston, o meu destino final. No balcão de informações uma senhora, aparentente com os seus trinta e tal anos, loira e serena, informou-me sobre os preços do autocarro que iria levar o Vasco (um rapaz português muito simpático que chegou exactamente no mesmo dia, por volta da mesma hora, que fez escala em Madrid mas que não veio no mesmo avião que eu e que vai também estudar durante este semestre na cidade de Kingston) e eu até ao centro da cidade de Toronto onde iríamos apanhar o comboio até à nova casa. Durante a conversa com a senhora ela foi tornando-se cada vez mais simpática com propostas de preços cada vez melhores até que no final me acompanhou até à paragem do autocarro e ainda me fez um elogio à minha cor de pele (altura em que ainda tinha alguma cor…). A primeira impressão dos canadianos foi, portanto, muito boa. Chegados à estação dos comboios descobrimos que o próximo só partiria 4 horas depois. Apesar de muito cansados, sem qualquer hesitação, pensámos no lado positivo da situação: “No centro de Toronto, com 4 horas de espera, porque não subir a uma das maiores torres do mundo, a CN Tower, e admirar a cidade ao final do dia?”
Uma das vistas da CN Tower
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