sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Só sorte?!

Duas semanas depois da chegada recebo... uma bicicleta!
Obrigada Kevin!

Três semanas depois da chegada recebo... a feliz notícia de que tenho um novo quarto à minha espera na residência mais in e mais perto da minha Faculdade (1 minuto a pé)!
Obrigada Micheline!

Um dia antes de me mudar para o meu novo quarto recebo... um frigorífico!
Obrigada Connie!

Só sorte?!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Reportagem Fotográfica #1 - CCO Queen's Fall Retreat


Wolfe island
(A chegada à ilha)
Sacred Heart Church
(Onde assistimos às missas e tivémos todas as sessões do retiro)

Palavras para quê?!

Mesa da cabana onde fiquei a dormir com vista para o Lago Ontário
(Na margem oposta avistam-se os Estados Unidos - Estado de Nova Iorque)

Paraíso Canadiano
(À esquerda, a minha cabana por duas noites)

Alguma vez viram uma ovelha com pêlo literalmente encaracolado?! ...Eu já!

Corn Maze Farm
(Vista de um caminho antes de entrar no labirinto propriamente dito)

Corn Maze Farm
(Mais uma vista de uma parte da quinta)

My team: Catarina, Annie, Teresa & Katie

A jogar Bounce
(Jogo muito divertido com uma bola de futebol americano: nós vs. bola)

Campo eólico
(Nesta terra é o que não falta)

Kingston
(O regresso)

Labirinto

Quem não se lembra de fazer a lápis ou caneta os labirintos nas revistas?! Pois bem, Sábado à tarde, 25 de Setembro, fiz um. Mas não com lápis e caneta. A pé. São muito populares aqui no Canadá e chamam-se Corn Maze (Labirinto de Milho).
Estávamos divididos por equipas de 3 ou 4 pessoas. A minha ficou em último e demorou cerca de duas horas a chegar à saída!

Godincidence

No passado fim-de-semana, de Sexta à noite, dia 24 de Setembro, até Domingo à tarde, dia 26, tive o privilégio de estar presente na Wolfe Island, no meio do lago Ontário, a 20 minutos de ferry de Kingston, no CCO's Queen's Fall Retreat 2010. Retiro espiritual Católico para estudantes da universidade de Queen's. Éramos 27: 9 canadianos staff, 16 canadianos participantes, 1 padre de origem indiana mas nascido no Canadá (de apelido "de Souza") e eu, Catarina, portuguesa. Que experiência fantástica. Oração. Acolhimento. Alegria. Inspiração. Divertimento. Amizade.
O mote/tema para o retiro foi a seguinte passagem:
"Let us hold fast to the confession of our hope without wavering, for He who has promised is trustworthy" - Hebrews 10:23.
O programa foi composto por 5 sessões divididas pelos 3 dias, cada uma delas apresentada por um guest speaker diferente. Cada uma destas sessões tinha como tema uma parte da passagem acima escrita. Missa Sábado e Domingo. Sábado, a tarde foi livre.

----------//----------

Sexta-feira foi um dia cheio. Dia de muitas emoções. Pessoas novas. Muita oração. Numa língua diferente. Um verdadeiro desafio. Muita partilha. Histórias transatlânticas. Músicas, danças, fogo de artifício caseiro, fogueira, violas. Acabei a noite a falar de Nossa Senhora de Fátima, da sua história e do local, às minhas 'colegas' de cabana (espécie de bungalow onde dormíamos): Annie, Natalie & Theresa.
Sábado de manhã, acabada a segunda sessão do retiro dirigi-me, sem rumo, para a porta da Igreja. Era tempo de oração. E eu queria fazê-la no exterior. Senti uma enorme tentação de não saír, de ficar dentro. Olhei à volta. Avistei Nossa Senhora ao longe. De onde estava apenas conseguia ver o seu manto. Sem hesitar, dirigi-me em direcção à grande estátua ao fundo da Igreja . "É ali que quero parar. Pensar. Reflectir. Rezar." Cheguei ao local. Ali, à minha frente, naquela Igreja numa pequena ilha nos confins do Canadá, Nossa Senhora de Fátima e os 3 Pastorinhos. Coincidence? Ou, como disse a Annie no dia anterior, "Godincidence?"

I'm confused...

Se os Ferries não tivessem mudado de cor acharia que estava em pleno Sado a caminho de Tróia...

Ferry grátis: Kingston - Wolfe Island (20 minutos de travessia)

Ir ao âmago da questão, às vezes, é preciso

“…até os portugueses aderem à moda” foi um facto já divulgado por mim, anteriormente, a propósito da marca Queen’s. Eu, claro, que adoro estas coisas, sou a adepta número um.
No passado dia 18 de Setembro fui à loja Tricolour situada no John Deutsch University Centre, mesmo ao lado da Stauffer Library, por sua vez mesmo ao lado do edíficio onde tenho a maior parte das minhas aulas, o Goodes Hall (estes são 3 dos 83 edifícios que constituem esta universidade, considerada por muitos canadianos, uma universidade de tamanho médio). Comprei, por um preço bastante acessível, quando comparado com os standards da zona, umas calças cinzentas, fato-de-treino, Queen’s. Que, não por acaso, fazem pandan com a camisola Queen’s que adquiri logo nos primeiros dias.
No mesmo dia 18, no meu quarto, aquando da arrumação das ditas calças, descobri um pequeno buraco. Já tinha tirado a etiqueta. "Mas não faz mal. Levo o recibo e a etiqueta na mão e eles trocam, obviamente."
Dia 18 era Sexta-feira. Dia 21, Segunda, só começava aulas quando a loja já estava fechada. Foi, portanto, na Terça-feira, dia 22, que regressei à loja Tricolour. “Good morning! I would like to return these trousers because they have a little hole.” A rapariga, trabalhadora-estudante, retribuiu-me o cumprimento e pediu-me que esperasse pois ía chamar a pessoa responsável pelas devoluções. Cinco segundos e lá estava, à minha frente, outra rapariga. Baixa, com o cabelo apanhado, castanho escuro e olhos muito verdes. “Hello! What can I do for you?” Voltei a explicar-lhe que as calças tinham um buraco e que, por isso, as queria devolver. “I’m sorry, but we cannot accept the trousers back in this situation.” Explicou-me então que só aceitariam a devolução se eu tivesse lá ido no próprio dia da compra pois nos dias seguintes seria difícil perceber se fora o cliente ou não a provocar o dano. Muito calmamente, eu, contei-lhe toda a história. Era Sexta-feira à tarde quando fiz a compra. À noite, a arrumar, encontrei o defeito. Pôs-se o fim-de-semana. Segunda só tive aulas à tarde/ noite. E ali estava eu, Terça-feira de manhã. "Não". Foi novamente a resposta dela. “Nada posso fazer nada quanto à sua situação. Faz parte da nossa política.” “Percebo perfeitamente que não possa aceitar a devolução nestas condições, até porque não será com certeza a senhora a definir este tipo de procedimentos.” Disse-lhe eu. “Well, exactly. Thanks for understanding.” Mas eu não tinha acabado. Foi então que, olhando-a fixamente nos olhos, lhe disse: “But, I shall tell you, one of the most important things in Business is to trust our clients because they are our most valuable asset.” Tiro-e-queda. Sem nada dizer, a rapariga pegou noutras calças, iguais às minhas, do mesmo tamanho e côr, sem defeitos, e entregou-mas. Impressionante. Os simples factos da história, a forma, habitualmente, convencional de se fazer/ dizer as coisas, não funcionou. Foi preciso ir ao âmago da questão. Só assim a rapariga percebeu a verdadeira importância do acto da troca e, principalmente, da confiança no cliente. Só o cliente satisfeito regressa. E eu, regressei.